Guia rápido: como achar o crédito mais barato

Guia rápido: como comparar juros e escolher o crédito mais barato

Quando aperta o orçamento, é normal correr atrás de empréstimo. Mas entre cartão, cheque especial, crédito pessoal e consignado, como saber qual é o crédito mais barato de verdade? Só olhar “juros a partir de X%” não basta. Cada banco fala de um jeito, mostra números diferentes e isso confunde mesmo.

Neste guia rápido, vamos te mostrar como comparar juros em poucos passos, o que é CET, como fugir de pegadinha e quando faz sentido escolher um crédito com parcela fixa, que caiba no bolso sem susto.

1. Primeiro passo: comparar sempre 

juros ao mês

Quando você estiver vendo propostas:

  • sempre compare juros ao mês (a.m.) entre elas;
  • não misture oferta em % ao ano com outra em % ao mês sem converter, porque parece mais barato do que é.

Regra simples:

  • se duas ofertas usam juros ao mês, dá para comparar direto;
  • se uma mostra só ao ano, peça a informação ao mês — ou descarte a proposta.

Mas atenção: juros não são o único número importante. Entra em cena o CET.

2. CET: o número que mostra o custo real

CET é o Custo Efetivo Total do crédito.

É ele que mostra, de verdade, qual é o crédito mais barato, porque inclui:

  • juros;
  • tarifas;
  • IOF;
  • outros custos obrigatórios.

Na prática:

Duas ofertas podem ter o mesmo juro ao mês, mas CET diferente.

Quem tiver CET menor é, de fato, o crédito mais barato.

Quando pedir simulação, sempre procure por algo como:

  • “CET ao mês” e “CET ao ano”.

Se o banco ou a fintech não informarem o CET com clareza, desconfie.

Se quiser se aprofundar nisso, o Banco Central tem materiais e simuladores que ajudam a entender o impacto dos juros no bolso: Ferramentas e educação financeira – Banco Central

3. Passo a passo para comparar duas ofertas na prática

Imagine que você recebeu duas propostas de empréstimo:

  • Oferta A
    • juros: 6% ao mês
    • CET: 7,2% ao mês
  • Oferta B
    • juros: 5,5% ao mês
    • CET: 8% ao mês

Muita gente olha só os 6% vs 5,5% e acha que a oferta B é melhor.

Mas, pelo CET, vemos que:

  • a Oferta A tem CET menor (7,2%);
  • a Oferta B tem mais tarifas embutidas (CET 8%).

Ou seja: a Oferta A é o crédito mais barato na vida real, mesmo com juros “nominais” um pouquinho maiores.

Sempre faça esse caminho:

  1. Compare prazo (quantidade de parcelas).
  2. Compare valor da parcela.
  3. Compare CET ao mês e ao ano.
  4. Só então decida.

4. Por que o consignado costuma ser mais barato?

Na maioria dos casos, o crédito consignado para CLT (desconto em folha) tem:

  • juros menores que cartão e cheque especial;
  • parcela fixa, descontada direto do salário;
  • menos risco de atraso (e por isso o banco cobra menos juros).

Isso ajuda quem está:

  • tentando sair da bola de neve do cartão;
  • querendo trocar uma dívida “louca” por uma parcela planejada;
  • buscando crédito mais barato para organizar a vida.

No Juca, o Crédito do Trabalhador (consignado privado) foi pensado exatamente para isso:

organizar as contas com juros menores que cartão e cheque especial e com contratação 100% digital.

Entenda como funciona o Crédito do Trabalhador e veja se cabe no seu bolso:

5. Sinais de alerta na hora de escolher o crédito

Algumas bandeiras vermelhas para você ficar atento:

  • “Taxa zero” ou “sem juros” em empréstimo – quase sempre escondem taxas em outro lugar.
  • Propostas sem CET claro – se não informam o custo total, melhor não insistir.
  • Empréstimo com depósito antecipado – típico golpe. Em crédito sério, você recebe o dinheiro, não paga para receber.
  • Pressão do tipo “é só hoje” – decisão de crédito precisa de calma.

Crédito bom não é o que aparece mais rápido no seu WhatsApp.

É o que resolve um problema real e cabe no orçamento sem virar dor de cabeça.

6. Quando o crédito mais barato realmente vale a pena

Mesmo o crédito mais barato do mercado pode ser ruim se for usado da forma errada.

Ele passa a fazer sentido quando:

  • é usado para pagar dívidas mais caras (rotativo, cheque especial);
  • entra num plano de organização financeira, e não como dinheiro “extra” todo mês;
  • vem acompanhado de alguns ajustes de hábito (cortar excessos, rever gastos fixos, negociar contas).

Crédito não é prêmio.

É ferramenta. Se usado com cuidado, ajuda você a respirar e reconstruir.

Resumão do guia rápido

Para escolher o crédito mais barato, lembre:

  1. Compare sempre juros ao mês.
  2. Olhe o CET – é ele que mostra o custo real.
  3. Desconfie de propostas sem CET, com promessas “milagrosas” ou pedindo depósito antecipado.
  4. Considere crédito com parcelas fixas e juros menores, como o consignado para CLT.
  5. Use o crédito para sair do buraco, não para cavar um maior.

Se você quer organizar as contas sem burocracia, pode dar o próximo passo agora:

Simule seu crédito no Juca e descubra, em poucos minutos, a opção que cabe no seu bolso.

avatar do autor
Blog do Juca Blog do Juca
Blog do Juca (vemprojuca.com/blog) é escrito por um time multidisciplinar de especialistas em fintech, antecipação do saque-aniversário do FGTS, crédito consignado e soluções de crédito para trabalhadores, finanças pessoais, investimentos e inteligência artificial.

Mais conteúdo