Margem consignável é o pedaço do seu salário que pode ser comprometido com parcela descontada direto da folha. Informe o que ganha e o que já desconta, e o simulador mostra quanto de margem você tem, quanto dela ainda está livre e que tamanho de empréstimo isso comporta.

🔒 A conta roda no seu navegador — nada é enviado nem salvo

Simule a sua margem

É uma simulação, não uma proposta. O número que sai aqui é o teto legal da sua margem com os dados que você digitou. Quanto você realmente recebe depende da análise de crédito da instituição, que pode recusar o pedido ou liberar menos. Nenhum dado sai do seu aparelho: a conta é feita aqui no navegador.

Seu salário

Horas extras, adicional noturno, insalubridade, periculosidade, comissões. Somam à base.

Descontos que reduzem a sua margem

Só os obrigatórios saem da base antes dos 35%: faltas, atrasos e o DSR perdido por causa delas, pensão alimentícia, retenções judiciais, FIES, adiantamento de 13º, desconto de aviso prévio e a multa do art. 480. O INSS e o IRRF a calculadora já desconta sozinha.

Retenção judicial, FIES, adiantamento de 13º, desconto de aviso prévio, multa do art. 480.

Não inclua aqui plano de saúde, coparticipação, convênio farmácia, vale-transporte, mensalidade de associação ou sindicato, seguro e qualquer outro desconto que você autorizou. Eles saem do seu bolso todo mês, mas por lei não reduzem a base dos 35% — colocá-los acima faria a sua margem sair menor do que ela é.

Consignado que você já tem

Some as parcelas de empréstimos consignados ativos. Elas ocupam a margem.

Para estimar o empréstimo

O prazo disponível depende da instituição e do seu contrato.

Premissa sua, para a estimativa. A taxa real aparece na simulação da instituição.

O que é margem consignável

É um limite de proteção, não um benefício. A lei impede que os descontos de empréstimo em folha passem de uma fatia da sua remuneração, para que sobre salário para viver. Você não perde o que está dentro da margem: ela só define o teto do que pode ser comprometido.

No Crédito do Trabalhador, o consignado de quem tem carteira assinada, esse teto é de 35%. E aqui vem a parte que muda o número na sua conta: 35% da remuneração disponível, não do salário bruto.

Não existe faixa de cartão consignado aqui. Se você já leu sobre 5% para cartão e 5% para cartão benefício, isso é regra de aposentado do INSS e de servidor público. No consignado do trabalhador CLT o art. 7º da Portaria MTE nº 435/2025 fixa 35% e ponto, sem subdivisão.

Como a margem é calculada, passo a passo

São três movimentos, e o simulador acima faz os três.

1. Some o que tem incidência de INSS

O salário base mais as rubricas habituais: horas extras, adicional noturno, insalubridade, periculosidade, comissões e gratificações. Verba indenizatória fica de fora, porque não sofre incidência previdenciária.

2. Tire os descontos obrigatórios

O que resta é a remuneração disponível. Saem da base:

  • INSS do trabalhador e IRRF;
  • descontos com incidência de INSS, como faltas, atrasos e o DSR perdido por causa delas;
  • pensão alimentícia e retenções judiciais;
  • FIES, adiantamento de 13º, desconto de aviso prévio e a multa do art. 480.

3. Aplique os 35%

O resultado é a sua margem total. Se você já tem consignado, as parcelas ativas ocupam parte dela; o que sobra é a margem livre, e é ela que define um empréstimo novo.

Desconto que você autorizou não reduz a base. Plano de saúde, coparticipação, convênio farmácia, vale-transporte, mensalidade de associação e seguro saem do seu bolso, mas não saem da conta da margem — art. 30, §3º da mesma portaria, e o Manual de Orientação do Empregador 2.1 é explícito ao marcar a coparticipação de plano de saúde como sem impacto na remuneração disponível.

Isso é contraintuitivo e joga a seu favor: a sua margem é maior do que você imaginaria olhando o valor que cai na conta. O efeito colateral é conhecido — às vezes o limite de 35% sai maior do que o caixa que realmente sobra no mês.

O erro que infla a sua margem, e cresce com o salário

Muita calculadora por aí aplica os 35% direto sobre o salário bruto. O número sai bonito e errado, e você descobre isso quando a proposta volta menor do que a simulação prometia. Veja o tamanho da diferença, sem nenhum outro desconto na conta:

Salário brutoINSS + IRRFRemuneração disponívelMargem real (35%)35% do brutoDiferença
R$ 2.000,00R$ 155,69R$ 1.844,31R$ 645,51R$ 700,00R$ 54,49
R$ 3.000,00R$ 248,60R$ 2.751,40R$ 962,99R$ 1.050,00R$ 87,01
R$ 5.000,00R$ 701,56R$ 4.298,44R$ 1.504,45R$ 1.750,00R$ 245,55
R$ 8.000,00R$ 1.792,38R$ 6.207,62R$ 2.172,67R$ 2.800,00R$ 627,33
R$ 12.000,00R$ 2.940,66R$ 9.059,34R$ 3.170,77R$ 4.200,00R$ 1.029,23

Quanto maior o salário, maior a mordida do IRRF e maior o erro: de R$ 54 por mês em quem ganha R$ 2.000 para mais de R$ 1.000 em quem ganha R$ 12.000. Numa simulação de 24 parcelas, esses R$ 1.029 de margem imaginária viram cerca de R$ 19 mil de empréstimo que não existem.

Quanto a margem vira de empréstimo

A margem é uma parcela mensal, não um valor de empréstimo. Para virar valor, faltam duas informações: em quantos meses você vai pagar e a que taxa. O simulador faz o caminho de volta — dada a parcela, o prazo e a taxa, calcula quanto de principal aquela parcela sustenta, pelo método da tabela Price.

Duas consequências práticas que vale entender antes de escolher:

  • Prazo maior libera mais dinheiro e custa mais juros. A mesma parcela em 48 meses sustenta um empréstimo bem maior que em 24, e o total pago sobe junto.
  • Taxa maior libera menos dinheiro pela mesma parcela. Por isso a taxa é o que mais importa na comparação entre propostas, mais até do que o valor da parcela.

O simulador mostra um teto, não uma oferta. A conta não inclui taxa de abertura de crédito, IOF nem seguro, que reduzem o valor que efetivamente cai na sua conta, e não passa por análise de crédito. E você não é obrigado a usar a margem inteira: comprometer menos significa dívida menor e mais folga no mês.

Se a margem já está tomada

Acontece com quem tem contrato ativo. Se as parcelas ocupam os 35%, não há espaço para um empréstimo novo — e insistir em simular não muda isso. Os dois caminhos reais são:

  • Amortizar ou quitar um contrato, o que devolve a parcela correspondente à margem.
  • Fazer portabilidade para uma taxa menor. A dívida continua a mesma, mas a parcela cai, e a diferença volta a ser margem livre. Vale a pena comparar; explicamos quando em portabilidade de consignado CLT.

O que este simulador não sabe sobre o seu caso

Ele aplica a regra geral aos números que você digitou. Ficam de fora:

  • o que a sua empresa informa ao eSocial, que é a fonte oficial da margem;
  • regras da convenção coletiva da sua categoria;
  • política de crédito da instituição, que pode ser mais conservadora que o teto legal;
  • a análise de crédito, que pode recusar o pedido ou aprovar um valor menor;
  • TAC, IOF e seguro prestamista, que reduzem o valor liberado.

Use o resultado para saber a ordem de grandeza e para conferir se uma proposta faz sentido — não como promessa de valor.

Perguntas frequentes

Este simulador guarda meus dados?

Não. O cálculo roda inteiro no seu navegador, em JavaScript. Nada é enviado para nossos servidores, não pedimos e-mail e não pedimos CPF.

A margem é sobre o salário bruto ou o líquido?

Nenhum dos dois, exatamente. É sobre a remuneração disponível: o bruto com incidência previdenciária menos INSS, IRRF, pensão e os demais descontos obrigatórios. Fica abaixo do bruto e normalmente acima do líquido que cai na conta, porque os descontos que você autorizou não entram na conta.

Meu plano de saúde é descontado em folha. Isso diminui minha margem?

Não. Plano de saúde, coparticipação, farmácia, vale-transporte e seguro são descontos voluntários e não reduzem a base dos 35%. Eles reduzem o que sobra no seu bolso, o que é outra conta — e é por isso que o simulador pede esse valor à parte, para mostrar as duas coisas.

Já tenho um consignado. Posso pegar outro?

Pode, se sobrar margem. As parcelas ativas ocupam parte dos 35% e o que resta é a margem livre. Se ela estiver zerada, as saídas são amortizar um contrato ou fazer portabilidade para uma taxa menor, o que reduz a parcela e libera espaço sem aumentar a dívida.

Sou negativado. Tenho margem mesmo assim?

A margem é uma conta sobre a sua folha e não olha score: se você tem salário e vínculo ativo, tem margem. O que o score afeta é a análise de crédito. No consignado o peso dele é menor, porque a garantia é o desconto em folha, e há opções para quem está com o nome sujo — sempre dentro da análise, que pode recusar.

Quanto tempo de carteira assinada eu preciso ter?

A regra da margem não exige tempo mínimo, mas cada instituição define a sua política. Tratamos disso em tempo de carteira assinada para consignado CLT.

Se eu for demitido, o que acontece com o empréstimo?

Desde 2026 parte da rescisão pode ser usada para quitar o saldo devedor: até 35% das verbas, até 10% do saldo do FGTS e até 100% da multa, conforme o que você deu em garantia e o motivo da saída. A conta completa está em pode descontar empréstimo consignado na rescisão?.

Quer saber quanto você recebe de verdade?

Este simulador mostra o teto da regra. O valor que o Juca libera depende da sua empresa, do seu contrato e da análise de crédito — e aparece na simulação, com parcela e custo total, antes de você assinar.

Para entender o produto inteiro, o guia é o Consignado CLT (Crédito do Trabalhador): guia 2026. Outras contas estão em calculadoras do Juca.

Base legal e tabelas usadas nesta página

  • Portaria MTE nº 435/2025, art. 7º — margem de 35% da remuneração disponível, sem subdivisão.
  • Portaria MTE nº 435/2025, art. 30, §§ 2º e 3º — o que reduz e o que não reduz a base.
  • Manual de Orientação do Empregador do Crédito do Trabalhador, versão 2.1 — quadros de rubricas e exemplos.
  • Resolução CGCONSIG/MTE nº 3/2026 — garantias sobre a rescisão.
  • Tabelas de INSS e IRRF vigentes desde janeiro de 2026.
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