Por Tom Cerginer, Correspondente Bancário Febraban (FBB100). Atualizado em outubro de 2026
O que é DV da conta: é o dígito verificador da conta, o número que vem depois do hífen, como o 8 em 23457-8. Ele é calculado a partir dos outros dígitos e serve para o banco detectar erro de digitação antes de uma TED, de um cadastro ou de uma transferência bancária.
Resposta rápida:
- DV é o dígito que vem depois do hífen no número da conta.
- Ele confere se o número da conta foi digitado certo.
- A agência bancária pode ter um DV próprio, que é outro número.
- O DV aparece no app, no extrato e no comprovante da conta.
- TED com dados do destinatário errados pode ser recusada ou devolvida pela instituição.
O que significa DV no banco?
DV no banco significa dígito verificador: um número de controle que fica no fim do número da conta, separado por hífen. Ele não identifica a conta sozinho. A função dele é conferir se os outros dígitos foram digitados na ordem certa.
O dígito verificador da conta é resultado de uma conta feita com os demais números. Em geral, os bancos usam um método chamado Módulo 11, em que cada dígito é multiplicado por um peso e a soma é dividida por 11. Algumas instituições usam outro método, o Módulo 10.
Na prática, se você troca um número de lugar ou digita um a mais, o DV deixa de bater. O sistema percebe o erro antes de o dinheiro sair. Por isso o campo é obrigatório em TED, no cadastro da conta-salário e em formulários de portabilidade.
No Pix por chave, essa digitação não acontece. Pelo Manual Operacional do DICT do Banco Central, basta a chave cadastrada, sem informar agência nem conta. Para entender o resto, veja como funciona o Pix. Mesmo com o Pix em alta, o DV continua pedido em TED e em cadastros que usam agência e conta.
Onde fica o DV da conta e como saber o seu
O DV da conta fica logo depois do hífen no número da conta, e aparece em qualquer documento que mostre seus dados bancários. Se você quer saber onde fica o DV da conta, o caminho mais rápido costuma ser o app do banco.
| Onde olhar | Como aparece | Observação |
|---|---|---|
| App do banco | Conta 23457-8 | Em geral na área de dados da conta |
| Extrato | No cabeçalho, junto da agência | Vale o impresso e o digital |
| Comprovante de transferência | Nos dados do pagador ou do recebedor | Bom para conferir antes de repetir uma TED |
| Contrato de abertura | Na qualificação do titular | Útil para conta antiga |
Um exemplo de leitura, com cada campo separado: agência 1234-5, conta 23457-8. O 5 é o DV da agência. O 8 é o DV da conta. São números diferentes, preenchidos em campos diferentes.
Para saber o DV da sua conta e conferir antes de transferir, siga estes passos:
- Abra o app do banco e entre em “dados da conta” ou área equivalente.
- Localize o número da conta: o DV é o que vem depois do hífen.
- Confira se a agência também tem hífen; esse é o DV da agência.
- Compare com o extrato ou com um comprovante antes de enviar a TED.
DV da agência e DV da conta são a mesma coisa?
O DV da agência e o DV da conta não são a mesma coisa. Cada um é calculado a partir do próprio número: o da agência confere os dígitos da agência, e o da conta confere os dígitos da conta.
Nem todo banco usa DV na agência. Quando a sua agência aparece sem hífen, ela não tem dígito e o campo fica em branco, se o formulário permitir. Quando a agência tem hífen, o número depois dele vai no campo do DV da agência.
O erro comum é colocar o DV da conta no campo da agência, ou juntar os dois. Um campo não substitui o outro. Se o formulário pede os dois, preencha cada um com o seu número.
Atenção: nunca invente o DV nem complete o número de cabeça para fechar um formulário. O número oficial é sempre o que está no app, no extrato ou no comprovante do seu banco.
O que fazer se errar o DV da conta numa transferência?
Quem erra o DV da conta numa transferência costuma ter a operação recusada pelo sistema do banco antes mesmo de sair, porque o dígito não bate. Quando o erro passa e o valor chega a ser enviado para os dados errados, a operação pode ser recusada ou devolvida pela instituição, mas o prazo e o procedimento exatos variam por banco e por tipo de transferência.
Se o dinheiro saiu e não voltou, a ordem de atendimento é esta:
- Confira o comprovante e veja quais dados foram enviados.
- Verifique no extrato se houve devolução nas horas seguintes.
- Procure o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) do seu banco e anote o protocolo.
- Sem solução, abra pedido na ouvidoria informando o protocolo do SAC.
- Guarde comprovante, protocolos e prints de toda a conversa.
A ouvidoria tem até 10 dias úteis para responder, prorrogáveis uma vez por igual período em casos excepcionais, pela Resolução CMN nº 4.860/2020, do Conselho Monetário Nacional.
Atenção: o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix não serve para erro de digitação. Pelo guia do MED do Banco Central, ele vale para suspeita de fraude ou falha operacional das instituições.
Toda conta tem DV?
Nem toda conta tem DV, porque o uso do dígito verificador é definido por cada instituição. A maioria dos bancos usa, mas há instituições, principalmente de conta de pagamento, que trabalham com o número da conta sem hífen.
Também existe DV em forma de letra em algumas instituições, quando a conta do cálculo do dígito resulta num valor que não é um número único de 0 a 9. Antes de usar esse caractere num formulário, confirme com o seu banco se ele deve ser digitado como letra ou se existe uma regra própria de substituição.
O formato do número também muda conforme o tipo de conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento. Se você está em dúvida sobre qual tem, veja a diferença entre conta corrente, poupança ou de pagamento.
Na dúvida, o número oficial é o que o seu banco mostra no app ou no extrato. Copie de lá, e não de memória.
Este conteúdo é educacional e não é oferta nem consultoria financeira. Prazos e procedimentos podem variar por instituição. O Juca atua como correspondente bancário de Instituições Financeiras parceiras, nos termos da Resolução CMN nº 3.954/2011, e não é instituição financeira.
Fontes
- Banco Central: Manual Operacional do DICT
- Conselho Monetário Nacional: Resolução CMN nº 4.860/2020
- Banco Central: Guia do Mecanismo Especial de Devolução
Tom Cerginer é cofundador do Juca e editor-chefe do blog. Engenheiro de Produção (UFRJ) e Correspondente Bancário certificado pela Febraban (FBB100), tem 4 anos de experiência em produtos de crédito para trabalhadores CLT e informais.